Execução Imperfeita do Desconhecido
Quem Sou Eu?
by Adriano Melo on out.16, 2007, under Cultura
Às vezes temos que olhar para os lados e principalmente para dentro de nós mesmos e nos perguntar o que estamos fazendo e por quê.
Hoje a tarde me veio uma avalanche de reflexões, desencadeada por uma frustrante avaliação matemática na faculdade. Tinha estudado, confesso que não muito, nem perto do suficiente; Mas estava confiante, já que estava seguro. Obtive o pior resultado; Fracassei por falta de competência, ou esforço e por desatenção, ou prepotência.
Mas minha decepção não foi por uma nota baixa, e sim por que o que eu estou primariamente disposto a fazer, que é estudar, não a faço. O que isso significa? Que estou inapto para faze-lo? Não! acho que não.. provavelmente de tanto olhar o desempenho dos outros, acabo esquecendo que felicidade e realização devem ser concepções vindas da minha cabeça, e não do reflexo das idéias alheias.
Para mim, o mais incapacitante em uma pessoa é o engano que ser o reflexo do “eu ideal para a sociedade” deve ser o guia para a busca de seus valores e objetivos individuais.
Mas e a pergunta: Quem sou eu? ou Quem deveria ser eu?. O que me constrói? cultura? habilidades? personalidade? ou apenas nada? Às vezes para me solidificar, solidificar minha individualidade me faço essa pergunta. Nunca obtive resposta.
De que é feita uma pessoa? O que nos faz gostar de alguém? Normalmente eu associo à imagem de um amigo, uma pessoa que gosto muito mas sem razão explícita para isso, gostar “de graça”. Isso fortaleza a idéia que somos nada?
“É prerrogativa da grandeza proporcionar enorme felicidade com pequeninos dons”.[1]
Provavelmente o que nós temos de melhor é o que não percebemos que as temos.
[1] – Friedrich Nietzsche (Humano, demasiado humano. – 558)
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Simplicidade via Teatro Mágico
by Adriano Melo on out.05, 2007, under Música
Ontem peguei um onibus para ir a um show do Teatro Mágico, que iria ser no clube português, em recife.
19h, já noite, vi algo simples mas muito funcional. Uma lâmpada, Uma lâmpada qualquer. Mas estava colocada em um lugar que pra mim era incomum: Na porta, apontado para baixo para iluminar a escada; Acessa sempre que a porta é aberta. “Lâmpadas em portas” pode ser um padrão até já antigo e amplamente adotado, mas o fato é que só as percebi ontem.
Sinceramente, fiquei surpreso e admirado. Idéia simples e genial.
Já que falei do Teatro Mágico, lá vai alguns trechos de músicas:
A fé solúvel:
“A razão é como uma equação
de matemática… tira a prática
De sermos… um pouco mais de nós!”
Realejo:
“Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem”
e uma música completa (De Ontem em Diante):
“De ontem em diante serei o que sou no instante agora. Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa; Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas, Separadas pelo canto de um galo velho.
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia.
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro.
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho Maria! Minha mamadeira de leite em pó É cerveja gelada na padaria. Meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira.
E se antes, bem antes, um pedaço de maçã; Hoje quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa. Da luta não me retiro, Me atiro do alto e que me atirem no peito. Da luta não me retiro…
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem”
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The Hacker Attitude
by Adriano Melo on set.24, 2007, under Cultura
“Hackers solve problems and build things, and they believe in freedom and voluntary mutual help. To be accepted as a hacker, you have to behave as though you have this kind of attitude yourself. And to behave as though you have the attitude, you have to really believe the attitude.But if you think of cultivating hacker attitudes as just a way to gain acceptance in the culture, you’ll miss the point. Becoming the kind of person who believes these things is important for you — for helping you learn and keeping you motivated. As with all creative arts, the most effective way to become a master is to imitate the mind-set of masters — not just intellectually but emotionally as well.
Or, as the following modern Zen poem has it:
To follow the path:
look to the master,
follow the master,
walk with the master,
see through the master,
become the master.
So, if you want to be a hacker, repeat the following things until you believe them.”
Texto retirado do artigo How to become a hacker, escrito por Eric Steven Raymond.
Atualmente, mais do que ter uma habilidade, as pessoas tem que se sentir parte de um grupo, ter uma cultura relacionada a essa habilidade.
Se estou estudando uma linguagem de programação, entro em listas de discurssão relacionadas, participo de eventos, simpósios, palestras, tento absorver toda uma cultura relacionada a ela; Isso me ajuda a guiar o raciocínio.
E há uma coisa que nunca muda: gosto de compartilhar experiências. Gosto por que acho que isso me ajuda a evoluir; O texto acima mostra bem essa relação de ajuda vs evolução.
E se todos acreditassem que o livre tráfego de informações entre nossas mentes é algo positivo, o que poderia acontecer? Provavelmente alguém irá pensar que é algo mau, pois o SEUS conhecimentos seriam sabidos por todos e assim não teria como competir com o meio. Mas a mágica do raciocínio é justamente o que vem na mão oposta, a avalanche de sabedoria disponível! A possibilidade de saber cada vez mais, se aprofundar dava vez mais, se aperfeiçoar cada vez mais, se motivar cada vez mais, compartilhar cada vez mais… enfim, há quem diga que só somos limitados por nossos sonhos.
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A Necessidade de ser Humano
by Adriano Melo on ago.14, 2007, under Cultura
Quanto tempo consegue passar sem comunicar-se com alguém?
(Pensamento vindo depois de algumas horas programando em java.)
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