Archive for the 'Cultura' Category

Outubro 16th 2007

Quem Sou Eu?

Às vezes temos que olhar para os lados e principalmente para dentro de nós mesmos e nos perguntar o que estamos fazendo e por quê.

Hoje a tarde me veio uma avalanche de reflexões, desencadeada por uma frustrante avaliação matemática na faculdade. Tinha estudado, confesso que não muito, nem perto do suficiente; Mas estava confiante, já que estava seguro. Obtive o pior resultado; Fracassei por falta de competência, ou esforço e por desatenção, ou prepotência.

Mas minha decepção não foi por uma nota baixa, e sim por que o que eu estou primariamente disposto a fazer, que é estudar, não a faço. O que isso significa? Que estou inapto para faze-lo? Não! acho que não.. provavelmente de tanto olhar o desempenho dos outros, acabo esquecendo que felicidade e realização devem ser concepções vindas da minha cabeça, e não do reflexo das idéias alheias.

Para mim, o mais incapacitante em uma pessoa é o engano que ser o reflexo do “eu ideal para a sociedade” deve ser o guia para a busca de seus valores e objetivos individuais.

Mas e a pergunta: Quem sou eu? ou Quem deveria ser eu?. O que me constrói? cultura? habilidades? personalidade? ou apenas nada? Às vezes para me solidificar, solidificar minha individualidade me faço essa pergunta. Nunca obtive resposta.

De que é feita uma pessoa? O que nos faz gostar de alguém? Normalmente eu associo à imagem de um amigo, uma pessoa que gosto muito mas sem razão explícita para isso, gostar “de graça”. Isso fortaleza a idéia que somos nada?

“É prerrogativa da grandeza proporcionar enorme felicidade com pequeninos dons”.[1]

Provavelmente o que nós temos de melhor é o que não percebemos que as temos.

[1] - Friedrich Nietzsche (Humano, demasiado humano. - 558)

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Outubro 5th 2007

Simplicidade via Teatro Mágico

Ontem peguei um onibus para ir a um show do Teatro Mágico, que iria ser no clube português, em recife.

19h, já noite, vi algo simples mas muito funcional. Uma lâmpada, Uma lâmpada qualquer. Mas estava colocada em um lugar que pra mim era incomum: Na porta, apontado para baixo para iluminar a escada; Acessa sempre que a porta é aberta. “Lâmpadas em portas” pode ser um padrão até já antigo e amplamente adotado, mas o fato é que só as percebi ontem.

Sinceramente, fiquei surpreso e admirado. Idéia simples e genial.

Já que falei do Teatro Mágico, lá vai alguns trechos de músicas:

A fé solúvel:

“A razão é como uma equação
de matemática… tira a prática
De sermos… um pouco mais de nós!”

Realejo:

“Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem”

e uma música completa (De Ontem em Diante):

“De ontem em diante serei o que sou no instante agora. Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa; Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas, Separadas pelo canto de um galo velho.

Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia.

Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?

Minha vida inteira é meu dia inteiro.

Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho Maria! Minha mamadeira de leite em pó É cerveja gelada na padaria. Meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira.

E se antes, bem antes, um pedaço de maçã; Hoje quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa. Da luta não me retiro, Me atiro do alto e que me atirem no peito. Da luta não me retiro…

Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras, das besteiras e das besteiras que fizemos ontem”

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